sábado, 17 de julho de 2010

O sonho - 1ª Lembrança


Eu tinha 16 anos e tive um sonho ou foi uma lembrança?...

De repente estava lá. Sentada sobre um caixote em frente a uma mesa rústica sorvendo uma sopa rala e quase insípida. Era um porão, eu acho, pois parecia um porão, velho, a luminosidade era fraca, as paredes escurecidas e gastas pelo tempo, sem nenhuma pintura, alguns móveis enjambrados, feitos de restos de caixas de madeira, ou elas mesmas como móveis, como o assento em que eu me encontrava. Era em um porto, eu sabia disto. Era dia ainda, mas um dia nublado e frio de inverno.
-Ao menos está quente! - pensava comigo mesma. Mas minha preocupação não era com a sopa, já estava acostumada àquela miséria, meu corpo franzino e magro delatava a situação, o que me preocupava é que havia uma tensão no ar...

 A minha esquerda um senhor de cabelos ralos quase todos embranquecidos e feições duras, era meu pai, à minha direita um jovem que não lembro das feições, mas eu o amava muito. Tínhamos sido criados juntos, éramos como irmãos, mas eu o amava como homem e ele a mim como mulher, embora sempre mantivéssemos a relação de forma fraterna.
Meu pai falava algo, me ative então ao que ele estava declarando.
-Quero que vocês se casem!- Ao ouvir isto me revoltei. Senti muita raiva, não pensei em aproveitar a oportunidade, não pensei em ser feliz ao lado do homem que amava, só pensava em como meu pai ousava decidir minha vida, escolher com quem deveria me casar. Eu já tinha 19 ou 20 anos, era uma mulher, poderia bem decidir o meu caminho, e com certeza não seria o que ele, meu pai, decidisse. Tinha uma revolta contra aquela pessoa que se apresentava como meu pai, uma revolta mais forte que o amor que sentia por aquele moço. E faria de tudo para afrontar a sua decisão, mesmo passando por cima de minha própria felicidade e da pessoa que eu amava.

Eu disse então, entre lábios apertados de raiva, mas passiva, um sonoro e decidido... Não!
Meu pai tentou argumentar, dizendo que faria gosto da união, pois conhecia melhor do que ninguém o homem que se casaria comigo, um moço trabalhador, honrado. O que eu poderia arranjar de melhor? Já estava mais que na hora de me casar e esta era a única opção. Mas eu tornei a dizer... -Não!
Eu pensei que ele fosse me compreender, o moço, pensei que ele fosse esperar, mas ele olhou-me chocado e muita mágoa expressou em seus olhos, eram profundos, doces e agora repletos de dúvidas e tristeza. Ele revoltou-se, ficou com raiva de mim, e não mencionou se queria ou não se casar, apenas que iria embora, que iria, dali por diante fazer seu próprio caminho. E ele foi!

Tudo escureceu...

Eu andava pela rua em um dia frio e úmido, estava doente, tossia e sentia muito frio, e fome...
Havia se passado muito tempo, bem mais de dez anos, eu e meu pai ficamos sozinhos. Meu pai estava acamado, muito doente e eu também começava a adoecer, não podia mais trabalhar. Ia pela rua com um destino em mente, reencontrar aquele moço. Uma angustia me sufocava o peito, estava passando por cima do meu orgulho por recorrer a ele após tantos anos, ele seguira seu caminho e nunca tornou a olhar pra trás. Mas eu tentava afastar este pensamento, precisava de ajuda, e não havia mais ninguém a quem eu pudesse pedir. Não sei se a decisão foi minha, pois a situação era bastante dramática, ou de meu pai, mas lá estava eu indo procurá-lo, temerosa.

Após alguns anos, depois que ele foi embora, pude bem seguir sua trajetória e sabia onde encontrá-lo. Não sei se por comentários ou jornais, eu sabia. Ele havia conseguido um emprego em uma fábrica e em pouco tempo, foi subindo de cargo. Um dia conheceu a filha do dono da empresa, ela apaixonou-se por ele. Logo começou uma carreira que decolou, mostrou-se hábil nos negócios, até chegar a uma ótima posição na administração e casar-se com a herdeira.

Algum tempo depois o dono da fábrica morreu e sua filha herdou as empresas e quem as administrava era ele, o moço que eu amava e havia rejeitado, que nunca mais vira desde aquele dia de sua partida. A história estava nítida em minha mente, não sei se toda, mas boa parte dela. Eu sabia que ele havia casado por interesse, que não a amava e o julgava mal por isto, mas não importava, eu também havia errado e isto tudo era menos importante que a vida de meu pai. Além do mais nunca havíamos lhe pedido nada, mesmo tendo sido por muito tempo a sua única família.
Eu soube, de alguma maneira, sobre uma comemoração aberta a imprensa e a sociedade, acho que em frente a uma das fábricas, onde ele estaria. E era pra lá que eu estava indo.


Ao chegar notei a multidão, jornalistas anotando palavras em seus caderninhos,  fotógrafos com aquelas câmeras fotográficas que o flash parecia uma lâmpada enorme e várias pessoas assistindo. As pessoas bem vestidas, ele estava maravilhoso em seu terno alinhado, de chapéu de abas curtas e um longo casaco de pele. Diferente de mim, o tempo lhe havia favorecido. Sorria eufórico e fazia poses abraçando e apertando a mão de um e outro.

Observava a cena, meu coração batia descompassado, após tanto tempo, em outra realidade, eu ainda o amava tanto. Desconcertei-me com o fato, não esperava ainda ter estes sentimentos. Mas eles brotaram em mim como uma fonte luminosa e quente.
Olhei pra mim mesma, roupa surrada, mal trajada para todo aquele frio e muito menos para um evento.
E agora, o que deveria fazer? Como eu poderia aparecer naquele momento na vida do homem que tinha se magoado tanto comigo. Ele provavelmente me escorraçaria, me humilharia perante toda aquela gente se eu ousasse chegar perto. E eu não lhe tiraria toda a razão.
O frio gelava-me até os ossos, o que mais me protegia, tanto do frio quanto da iminente humilhação, caso ele me reconhecesse, era estar misturada a várias outras pessoas que também estavam ali presenciando o evento e as batidas frenéticas em meu peito que chegavam a me ruborizar. Meu estômago doía,  já não sabia mais se de fome ou nervosismo... O que faria agora? Era só o que passava em minha mente e me esforçava em decidir.

Fiquei algum tempo, observando-o, incrivelmente estava feliz por ele, ele era ambicioso e havia vencido, realizado seus sonhos, mas pra mim ainda parecia ser aquela pessoa maravilhosa com quem havia convivido tanto tempo, lembrei-me de ele ter compartilhado comigo muitos de seus sonhos, eram cheios de encanto, brilho e luxo, suas palavras me deixavam alegre e por momentos, aqueles sonhos de grandeza me faziam flutuar e distanciar-me da miséria e vida sacrificada que compartilhávamos. Mas eu só ouvia e vivenciava com ele por momentos, não sonhava com ele, não tinha as mesmas ambições, os sonhos dele me preenchiam e quando se foi,  levou-os consigo e eu fiquei em minha aridez, não me permitindo sonhar jamais, preferia enfrentar a realidade. Mas a realidade é mais dura pra quem é vazio dos próprios sonhos. Pois os sonhos nos movem.

Fiquei parada ali, meio zonza com todo aquele movimento, observando-o e lembrando, era como se mais uma vez compartilhasse dos seus sonhos, me sentia mais uma vez alegre e fora da dura realidade, por alguns momentos devaneei como se eu não existisse e ao mesmo tempo estivesse lá com ele, e estava de todo o meu coração.
Baixei meus olhos da cena como que para retornar a mim mesma, precisava, devia ir embora, devia voltar e cuidar de meu pai, não sabia como, mas o faria. Se ele me visse, talvez me humilhasse, talvez me ignorasse, ou talvez nem me reconhecesse, não importava, pensei... "Estes são seus sonhos realizados, não tenho direitos sobre eles, nem sobre você. "

Tornei a levantar os olhos pra me despedir, meu coração deu um pulo, ele estava olhando diretamente pra mim, entre todas aquelas pessoas ele me reconheceu, eu fiquei rígida, não sabia se fugia, se ficava parada, meu coração quase saia pela boca. Aqueles olhos doces pareciam comovidos e surpresos. Ele começou a andar em minha direção, eu fiquei parada, pensando que talvez não fosse comigo, talvez eu devesse sair correndo, talvez eu desmaie, talvez eu morra aqui e agora...

Ele parou diante de mim abriu os braços, me acolheu entre eles e me deu o mais maravilhoso beijo de todas as minhas vidas. Lágrimas tão quentes brotavam de meus olhos, tão frios e secos a momentos atrás. Eu fui ao céu e voltei.
Enquanto isto as pessoas nos cercavam, perguntavam, quase gritavam e fotografavam. Dei-me por conta da situação, eu estava apavorada, chocada... O que estava acontecendo?

Tudo escureceu...

Estava em uma banheira, em uma casa muito luxuosa, delicados enfeites e frascos brilhantes pareciam jóias, o ar úmido exalava aromas que eu nunca tinha sentido. Um tanto encolhida, eu abraçava minhas próprias pernas, totalmente constrangida, enquanto uma moça de uniforme de empregada andava de um lado para outro, colocando sais e óleos na banheira onde eu estava, com uma feição nada amigável, um olhar de desdém. Podia jurar que ouvia seus pensamentos como se fossem palavras duras verbalizadas diretamente a mim. Ou talvez o constrangimento, o medo, diante de toda aquela situação me fizessem imaginar o que ela estava pensando.
"Quem ela pensa ser? Uma vadia recolhida da sarjeta, agora aí banhando-se de perfumes e eu ainda tenho que servir a esta criatura. Tanto tempo tenho me dedicado a esta casa, a este homem, se eu soubesse que seria tão fácil seduzi-lo, teria feito eu mesma, me entregaria a ele e quem estaria nesta banheira agora seria eu..."

Tudo escureceu...

Estava sentada a uma mesa esplendorosa, o ambiente era de luxo e muita fartura. A luz dos candelabros acentuavam o brilho dourado dos enfeites, molduras, cortinas. O ambiente parecia mágico. Ao meu lado esquerdo estava ele e à mesa estavam mais pessoas elegantemente trajadas e penteadas. Acho que eram umas 7 pessoas ou mais além de mim e do moço. Elas comiam e conversavam baixinho, de vez em quando cochichavam discretamente, seus olhos se mantinham baixos e nunca me encaravam, me olhavam diretamente apenas com o canto dos olhos. 


De repente o moço levantou-se e segurando uma taça, sorrindo alegremente anunciou... "Mandei preparar este jantar especial e queria todos aqui pois tenho algo muito importante a anunciar, eu vou me casar novamente." Dizendo isto ele tomou a minha mão e me fez levantar. Eu não sei exatamente como eu me sentia, era confuso, entre temerosa e feliz, mas pude presenciar a reprovação de todos, o silêncio dominava o ambiente, estavam todos chocados, mas calados, como se não ousassem expressar qualquer opinião. Ele continuou: "Penso que deveriam ficar felizes por mim e nos felicitar"- Seu olhar agora de alegre passou a desafiador, manteve da alegria que parecia demonstrar antes, um sorriso sarcástico, como se estivesse provocando toda aquela gente - Continuou: "E aqueles que quiserem (não estiverem contentes) podem seguir o seu caminho (sustentar-se) daqui por diante."
Aquelas palavras moveram-os de formas diferentes, alguns se levantaram prontamente e correram a nos felicitar, outro tomou alguns goles da taça a sua frente, parou por um momento como se decidisse o que fazer, mas logo levantou a taça fazendo um brinde aos noivos. Uma mulher saiu correndo da sala com a mão no rosto, outra ficou sentada, estática e de cabeça baixa, como se controlasse uma iminente fúria. Eu sorria um tanto sem graça agradecendo os cumprimentos, mas não me atrevia a falar qualquer coisa.

Surpreendeu-me o poder que aquele moço, que eu tinha conhecido na infância, de olhos tão doces e sonhos tão encantadores, tivesse tanto poder sobre aquelas pessoas e sobre toda a situação. Ele fazia o que bem entendesse e não se importava nada com o que pudessem falar ou fazer, parecia que nada poderia afetá-lo, havia uma certeza em sua postura e em sua voz que lhe davam um ar de onipotência.
Diante daquela situação comecei a pensar o que havia acontecido com ele, como se transformara tanto, ou... Talvez eu nunca o tenha conhecido verdadeiramente.
Tudo escureceu...

A impressão que tive é que havia se passado mais alguns anos, eu contava com a idade de 40, talvez um pouco mais. Algo estava errado, uma angustia tremenda apertava minha garganta e meu peito. Estava andando pela rua, havia saído de algum lugar, não sei bem se era um pequeno hospital, uma casa de caridade, um asilo ou orfanato, algo assim. Não sei se o que sentia estava relacionado ao lugar, só sei que a dor me consumia e tentava de todas as formas não chorar, estava revoltada e magoada com algo. Estava saindo da calçada e ia atravessar uma rua, havia certo tráfego, alguns carros estacionados. Mas eu estava tão absorta em minha dor que atravessei sem olhar... Subitamente fui puxada daquele corpo e fui parar não sei onde, a minha frente como um flash apresentou-se um jornal com uma manchete nitidamente escrita em outra língua, que não a portuguesa, mas não sei qual, mas a compreendia e dizia algo como : "Esposa de rico industriário morre em acidente de carro". Falava em nomes e lugares, mas disto nada lembro.

Tudo escureceu...


Sentia-me flutuando e em paz, flutuava em volta de uma grande construção, não via nem sentia meu corpo, na verdade o sentia como se sente um sussurro, quase imperceptível. Cheguei ao topo e lá na cobertura, do que parecia ser um pequeno castelo, estavam um senhor de cabelos muito brancos, um menino de mais ou menos 3 anos e uma menina de mais ou menos 8 anos. Reconheci o senhor, era meu pai. Uma tristeza profunda começou a me tomar. Meu pai olhava o mar com seu rosto sério, mas enternecido, o tempo havia suavizado sua, sempre tão dura, expressão facial. O menino segurava sua mão e olhava para o chão, distraído com algo. A menina voltada para o meu lado, olhava através de mim, estava com uma expressão muito triste. Meu coração encheu-se de amor por aquelas pequenas criaturas, eu as amava muito, mas não sabia nem quem eram. A menina começou a chorar, quietinha, via as lágrimas escorrerem por seu rostinho, senti que comecei a chorar também. De repente a menina olha diretamente pra mim e diz: - Mamãe!- Baixinho como um suspiro, e deixava as lágrimas correrem. Aquela palavra fazia um sentido que eu não conhecia na vida real e me desesperei a chorar, não queria partir, como poderia partir?...Eram meus filhos!

E tudo escureceu somente mais uma vez...


Acordei com o rosto molhado e ainda chorando convulsivamente, chorei algum tempo deitada e uma saudade dolorida me tomava por completo. Naqueles primeiros momentos em que eu retornava daquela experiência, a emoção era vívida e latente e as duas diferentes realidades me davam uma sensação de confusão sobre quem eu realmente era e de como era minha vida. O que era real e o que era sonho?
Estava sozinha em casa e não havia quem me orientasse, a quem falar sobre tudo  o que me acontecera? Não houve quem pudesse me dar uma resposta por muito tempo.
Havia revivido flashs de uma vida inteira, os momentos mais marcantes, as situações mais dramáticas de felicidade e tristeza, decisões importantes que davam novo rumo àquela vida, por quê?
Há muitas questões que nunca se desvendaram para mim, lacunas que não revivi, talvez por que não sejam importantes, as lembranças se focaram na minha reação nas situações, nas decisões mais importantes, meus erros, meus dramas, o restante é palco e figurantes de uma vida que passou...

O que mais me impressionou e emocionou nesta experiência foi ter a exata emoção de ter que partir deixando os filhos, o amor que senti foi verdadeiro, a dor da saudade foi verídica para o meu coração, e eu só fui ter uma filha 24 anos depois desta experiência, então pude confirmar o que é sentir amor materno. Ainda me emociono quando lembro  daquela despedida tão dolorida.
Eu já era bastante curiosa sobre os assuntos da espiritualidade, aquela experiência me instigou mais a buscar conhecimentos e respostas.
O tempo foi passando e eu aprendendo, mas a história é nítida em minha mente e tornou-se um de meus parâmetros de autoconhecimento.


Muitos podem dizer que foi apenas um sonho, nosso cérebro é tão misterioso, e na verdade foi um sonho, um sonho bastante incomum, repleto de lembranças que acredito serem de uma vida passada.
Uma das coisas interessantes deste sonho, é o fato de que tudo parecia fazer sentido pra mim, eu era aquela pessoa, eu vivi aqueles dramas com ela, menos a dor do acidente e da morte, deste momento fui poupada. Outra coisa é que, em alguns momentos, parecia que eu podia ler o pensamento das pessoas, era como se elas estivessem me falando o que exatamente estavam pensando, isto me deixava confusa entre o que pensavam e falavam realmente. Claro que não acredito que pudesse fazer isto, ler pensamentos, era mais como uma impressão ou noção redobrada do que percebia das situações e a expressão das pessoas, a minha própria leitura das situações e pessoas de forma intensificada como se revisse um filme.

Uma das formas de tornar esta experiência mais útil é tentar não julgar as situações e pessoas, fugir da primeira impressão negativa de certas situações, assim tendo uma nova perspectiva. E se nos via-mos como vítimas e os outros como algozes, ou ao contrário, ao relembrar sem julgar podemos chegar mais perto da verdade, e não apenas nos basear em uma única impressão, um único fragmento, trazendo-nos maior compreensão da própria vida como um todo, da eternidade.

Bem, esta é minha primeira lembrança que compartilho aqui com todos. Mas tenho muito mais a compartilhar.


6 comentários:

AC disse...

Ufa, fiquei tão preso à história que fiquei sem fôlego!
Espero por mais, o apetite ficou aguçado.

Bjs

Clarice Ferreira disse...

Nossa Bel...
uma reniscência?
Eu já tive uma dessas...
Só gostaria de saber o que motivou a sua!
bjks

www.penadeprata.blogspot.com

Isabel Batista disse...

Oi Clarice! Fico feliz em vê-la.
Esta primeira lembrança que relato, se houve alguma motivação, foi inconsciente, apenas revivi as cenas em um sonho.

ISABEL PORTO disse...

Muito interessante sua lembrança/sonho, fiquei presa lendo para ver o fim, embora talvez já soubesse por intuição. Eu tb já tive as duas coisas, juntas e separadas, mas talvez por ter conhecimento interno maior, soube como resolver meu impasse, pois ficava repetindo como um disco arranhado. Até hj, continuo tendo sonhos, mais que lembranças.Bjsss

Isabel Batista disse...

Oi Isabel Porto.
As lembranças de vidas passadas não são tão incomuns, muitas lembranças aparecem misturadas a sonhos, algumas situações na vida nos despertam sensações de que já vivemos um momento semelhante. A maioria teme estar se iludindo em acreditar na reencarnação, uma lei natural do universo.
Espero que outras pessoas também possam compartilhar conosco de suas lembranças.

Obrigada por sua participação no meu espaço. Volte sempre!

elza aires disse...

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