segunda-feira, 29 de maio de 2006

Desarmonia


A tristeza me toma assim de repente sem dó.
Este é o seu momento!
O tormento de se sentir só.
Procurar alguém e não ter sua atenção, seu tempo.
Ficar a merce do que se sente da dor... Em confusão!
A vida passa e nestes momentos é que sentimos,
Nos sentimentos, o pesar da razão.

Nada é mais solitário que o ser humano,
Preso em seu invólucro de carne
Em sua ilha de solidão.
Insignificância perante o mundo,
Diante das pessoas ... Seja Rei ou vagabundo.

Parece que a eternidade se move em um segundo...

Nada dói tanto quanto não ser capaz de ser suficiente pra si mesmo.
A mim mesma peço perdão!
Não poder com mais ninguém contar.
Aprender a perdoar!
A felicidade atrai, a tristeza não.

Me sinto assim...
Com emoções em turbilhões no meu peito.
Emoções das quais algumas não sei se aceito.
Como se elas me vestissem,
Com sua densidade, me cobrissem...
Hora triste
Hora serena,
Hora feliz,
Hora forte,
Sempre plena... De sentimentos.

Imóvel meu corpo no tempo padece,
As horas escoam e ressoa em mim a morte.
Mas a cada dia em mim a alma renasce.
E a cada etapa que finda, acabo percebendo...
Que a cada dia, pra renascer vou “remorrendo”
Que vou pela vida originando almas em mim.
Muitos ciclos.
A vida por mim!
Tudo acaba doendo.
Tudo acaba me fortalecendo.
Eu aprendendo!

Me sinto assim...
Chama de uma vela ao vento.
Frágil e persistente,
Em manter a chispa de vida e amor, em mim,
Sempre presente.

Atenho-me aos pensamentos.
Terão eles mais verdades que os sentimentos?
Ambos se fundem pra me fazer dar a luz
À um novo renascimento.

Meu coração não segue regras da velha e humana noção,
Em mim nascem sentimentos, sem esta velha versão.
Estou cansada de sentir em vão, vou criar um novo sentir.
Faço descobertas e vejo que os tesouros já tem dono.
Me faço arapuca, armadilha , alçapão.
Mas não há culpa na busca, de nada me arrependo não.

Não acredito mais na eternidade do sentimento imutável
Tudo muda tudo é instável.
Eu acredito no eterno amor transmutável!

O que me dói eu não sei...
Sem noção!
Mas algo se destrói...
Algo se constroi em mim!
Barreiras e obstáculos não quero derrubar, prefiro pular.
Não sei a altura disto,
... Sem noção!
Mas me permito descobrir esta emoção.

Me sinto assim...
Com meu coração em flor lançando sementes ao ar...
Onde há em outro a primavera a perfumar?

Meu coração beija-flor a procurar...
Onde haverá em outro em flor a desabrochar?

Meu coração nuvem carregada para amar.
Onde haverá outro de minha liquides sentimental a precisar?

Meu coração vento, em pensamento, a viajar...
Onde haverá em outro motivos para parar?

Meu coração metade do que poderia ser,
E está em outro a metade pra completar.

Até que o encontre eu busco!
Até que eu o perceba eu compreendo!
Até que eu mereça eu aprendo e amo...
O que está, é e o porvir.

Me sinto assim...
Sem noção!
Em desarmonia.
Mas por aprender a amar... Completa paixão!
.
Isabel Batista

2 comentários:

Anônimo disse...

Finalmente entendo o que aconteceu,
pelomenos penso que entendo.

Agora não sei o que vou dizer sobre esta poesia, parece triste.

Talvez na verdade seja o renascimento, talvez agora finalmente essa borboleta pode voar livremente para viver.

É não sei o que dizer estou confuso comigo mesmo e como entender algo que só aquele que sente consegue entender.

viva, mais não deixe que um veneno doçe a engane!

Spiguel disse...

Muito profundo isso... meio triste é verdade...mas o que há de se fazer?
Mas não tem problema^^ vivende e aprendendo.sempre.